<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593</id><updated>2012-01-27T12:39:37.782Z</updated><title type='text'>Somewhere But Here</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-3434697304366935532</id><published>2011-12-12T23:09:00.002Z</published><updated>2011-12-12T23:54:05.111Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz-se por aí que o som se propaga melhor na água do que no ar, por uma qualquer propriedade física que o caracteriza. Mas o silêncio, aqui no fundo, é absoluto. Aliás, tanto não há som como também não se sente qualquer brisa, se é que se podem conceber brisas em qualquer outro meio que não o ar. Não há cores, como alguém cantava que devia pintar com as cores do vento... Ora, não há vento, nem há cores. É incolor e estagnado, este líquido em que estou submersa. Um líquido compacto, denso, insinuoso, que não me deixa respirar. Não que respirar seja algo absolutamente vital, já que esta não sou eu, mas apenas uma projecção de mim, cujos pulmões são, como tudo o resto, meras figuras inanimadas que têm de estar subentendidamente presentes para a projecção ser minimamente credível, para mim, que a vejo de fora, qual espectadora, já que mais ninguém a consegue ver.&lt;br /&gt;É um triste espectáculo, na verdade. Uma figura imersa em água, de olhos fechados, sentada de "pernas à chinês", que não respira. No meio do nada. E está escuro, como se subentende (novamente) sempre que se fala em ausência de tudo ou presença de nada, assume-se que há também ausência de luz e, olha, que seja! É um triste espectáculo, dizia. Não que haja alguma expressão de sofrimento ou desconforto... Apenas uma apatia calma e confortável.&lt;br /&gt;Uma pessoa habitua-se a sentir-se confortável na sua redoma, a não deixar ninguém entrar (porque claramente ia perturbar a santa paz que aí reina) mas um dia algo acontece e quando olho, a minha projecção já não está lá. E, subitamente, é como se o respirar fosse mais leve...&lt;br /&gt;Ensinaste-me a amar a realidade. Aquele mundo que era tão preciosamente meu deixou de ter importância, porque onde tu estás é onde eu quero estar.&lt;br /&gt;Existem, no entanto, momentos como este, em que a água parece que chama, traiçoeira e insidiosa. E eu não quero voltar para lá. Eu não quero voltar para lá...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-3434697304366935532?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/3434697304366935532/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=3434697304366935532' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/3434697304366935532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/3434697304366935532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2011/12/diz-se-por-ai-que-o-som-se-propaga.html' title=''/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1571182757429257708</id><published>2011-02-23T20:08:00.003Z</published><updated>2011-02-23T20:15:51.157Z</updated><title type='text'>Tenho medo do escuro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esgotam-se-me as palavras. Isto que operaste em mim foi como um amanhecer inesperado depois de uma noite sacudida pela pior das tempestades. A luz que surge das entranhas da Terra e enche cada canto. Às vezes ainda me doem os olhos, que não estão completamente habituados a toda esta claridade.&lt;br /&gt;Enche cada canto, sim. Assim, perfeita e quente. Tenho medo que desapareça. Tenho medo do escuro. Ainda que ele faça parte de mim; tenho medo do escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te.&lt;br /&gt;Não vás.&lt;br /&gt;Fica.&lt;br /&gt;Tenho medo do escuro.&lt;br /&gt;Abraça-me e diz que vai ficar tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ti mandei todos os muros abaixo, deixei que entrasses e governasses o meu reino e o tornasses bonito e fértil. O meu respirar é o teu respirar e o meu sorriso é o reflexo dos teus olhos quando olham os meus. O meu coração bate com o teu; bate forte e contínuo, agora que te encontrei.&lt;br /&gt;Não vás.&lt;br /&gt;Porque eu tenho medo do escuro. E o escuro sou eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1571182757429257708?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1571182757429257708/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1571182757429257708' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1571182757429257708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1571182757429257708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2011/02/tenho-medo-do-escuro.html' title='Tenho medo do escuro'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-2881631146573520539</id><published>2010-12-30T13:36:00.002Z</published><updated>2010-12-30T13:46:37.705Z</updated><title type='text'>Suspiro salgado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Preciso que me enchas a alma de ti...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do espelho olham-na dois olhos, brilhantes, fixos nos seus. São cor-de-avelã, com o mesmo contorno dos seus próprios olhos, poderia dizer com toda a certeza que eram os seus olhos que via reflectidos no espelho, não fosse a expressão ser totalmente estranha a si. Era como se falassem consigo, numa súplica viva, gritando no silêncio: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enche-me a alma de ti...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma dor assaltou-lhe o peito e apercebeu-se que já não estava em sua casa. O sol iluminava-a toda, construindo sombras no rosto e no corpo, pelo seu ângulo poente; reflectia-se-lhe nos cabelos cor de outouno, conferindo-lhe tons dourados, trémulos ao sabor da brisa...&lt;br /&gt;Diante de si, uma ravina e o mar ondulado, lançando os seus braços ao penhasco, como em busca de um abraço imerecido, implorando. Era como se chorasse, o mar, em ténues sussurros, suspirando um nome que Estrela não conseguia entender.&lt;br /&gt;E o seu choro era uma melodia triste, infinitamente bela, como nunca ouvira... Uma melodia grave, por vezes mais alta, salpicava-lhe as vestes brancas, já gastas do calor e do sal.&lt;br /&gt;Lembrou-se daquele dia em que se deixou levar pelas ondas, por estar tão perto e querê-lo tanto... Agora encontrava-se longe demais para se deixar levar, teria de se atirar ravina abaixo. Desejava apenas que o mar fosse ao seu encontro, a envolvesse e aprisionasse... Que a libertasse daquela dor que crescia no seu peito.&lt;br /&gt;Deixou-se sentar à beira do precipício, ouvindo o lamento marinho... E com as águas o seu coração chorou uma dor que não era a sua, mágoa que atribuía apenas ao mar à sua frente, e com quem esperava ver as suas lágrimas unidas, numa só voz entoando o que ouvira de mais belo na vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-2881631146573520539?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/2881631146573520539/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=2881631146573520539' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2881631146573520539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2881631146573520539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2010/12/suspiro-salgado.html' title='Suspiro salgado'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1067586739689198022</id><published>2010-09-30T12:54:00.003+01:00</published><updated>2010-10-01T00:03:21.542+01:00</updated><title type='text'>Carta - Pele com pele</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Naquele dia fomos um só. Fizeste-me deixar-te entrar nas minhas muralhas. Nunca pensei que nos unissemos com tanta simplicidade, com a naturalidade de quem pertence ao outro... Do corpo e da alma tirei os véus, revelei-me, fui eu... Naquele dia fui tua. Naquele dia entreguei-me e desejei não mais ser de mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De cada vez que os meus olhos encontraram os teus desejei-te mais. De cada vez que os teus lábios tocaram os meus ganhaste um pedacinho de mim... Até me teres por completo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senti-te nos meus braços, apertando-me contra o teu corpo como se de mim dependesse o teu respirar, amando-me em cada beijo, entregando-te em cada carícia... E quis ser tudo para ti, ser o brilho nos teus olhos, ser vida a encher-te os pulmões...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Naquele dia, aquele momento... Foi o mais pleno... O mais pleno, amor... E essa entrega é irreversível. Tens-me, eu já não sou de mim mesma. Dei-te os pedacinhos de mim, não tenho como os reaver... O que lhes fizeste? O que é que aconteceu? Sinto-os dispersos, sem rumo, largados na berma da estrada sem ninguém que os reclame... Sou tua, porque é que me deixaste? Não sei se consigo juntar os pedaços todos, alguns partiram-se pelo caminho e já não têm remédio... Outros não encontro em lado nenhum, ainda devem estar contigo e tu já não notas a sua presença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Reuni os que pude nas mãos, olha para isto, olha! O que é que eu faço com isto? Não sei o que há em ti (ou em mim) que não me deixa esquecer-te. O que existe entre nós que mantém a chama acesa. O que é isso nos teus olhos que ilude os meus. Só queria dar-te a mão quando roço acidentalmente nela, tocar-te na face quando sorris para mim... Acordar o "nós" que foi forçado ao exílio... E eu não compreendo, não compreendo porquê!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sei que acabou e que não há volta a dar. Eu sei que tenho que cumprir com a minha palavra. Só não sei se consigo deixar de sentir o coração aos pulos quando nos tocamos sem querer. Não sei se consigo esquecer o teu cheiro, o teu calor... Por isso te escrevo mais uma carta que não vou enviar. Uma carta de mim para o pedacinho de ti que ainda guardo comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1067586739689198022?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1067586739689198022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1067586739689198022' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1067586739689198022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1067586739689198022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2010/09/carta-pele-com-pele.html' title='Carta - Pele com pele'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1974462700974345416</id><published>2010-07-09T00:04:00.002+01:00</published><updated>2010-07-09T00:16:55.702+01:00</updated><title type='text'>Carta - Porque te lembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Talvez eu não queira que vás. Estive a pensar e talvez não queira mesmo que vás. Porque se fores... acho que se vai uma parte de mim. Uma parte bonita de mim. Aquela parte que por breves momentos acreditou que era possível sentir tudo isso e sentir a paz apenas por sentir mesmo tudo isso. Aquela pequena e inocente parte de mim. Porque se tu fores... se eu te deixar ir, não acho que consiga lá voltar... Lá onde éramos nós e as estrelas e a lua... porque tu não vais lá estar. E eu vou procurar-te no escuro, por entre a humidade da noite e não te vou encontrar...&lt;br /&gt;Em realidade sei, porém, que fizeste a tua escolha e, sem avisar, te foste e deixaste-me aqui. Não sei se por força das circunstâncias ou porque, muito simplesmente, não querias mais sentar-te ao meu lado ao luar, o que quer que isso significasse; se te esqueceste de mim...&lt;br /&gt;Ainda assim sinto a tua falta e hoje quis voltar àquele lugar para te encontrar... e tu não estavas lá, claro. Onde estás? Onde foste?&lt;br /&gt;Sentada no escuro e lembro-me da tua voz, do teu sorriso e do teu olhar, eram suficientes para me sentir segura; agora nem me lembro da última vez que os senti... E por isso te escrevo, mesmo que nunca te chegue a enviar isto, mesmo que nunca leias isto, mesmo que nunca te encontre naquele lugar. Escrevo porque te lembro com saudade...&lt;br /&gt;E não quero que me censurem porque te escrevo nem porque te lembro, porque isso de nada serve, na verdade. Então não te envio. E talvez um dia tropeces nisto e leias e te lembres de mim.&lt;br /&gt;E continuo sentada com a lua e as estrelas... O silêncio é terrível quando não estás aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1974462700974345416?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1974462700974345416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1974462700974345416' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1974462700974345416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1974462700974345416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2010/07/carta-porque-te-lembro.html' title='Carta - Porque te lembro'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-8846346796615461910</id><published>2010-06-23T21:54:00.003+01:00</published><updated>2010-06-23T22:03:52.221+01:00</updated><title type='text'>Desafogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela acorda de repende, a meio da noite, num abrir dos seus olhos grandes. Pé ante pé, sem fazer barulho, regressa àquele lugar de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É que... o meu peito está cheio! E bate forte, parece preso, está tão cheio que não tem mais por onde expandir! E a respiração é acelerada, sem limite, prestes a desmaiar, mas está tão cheio...!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi apenas um sopro... Uma imagem rápida... Não sei o que foi. Se eu pudesse gravar o meu pensamento, tudo saíria tão perfeito agora, tudo ao mesmo tempo, palavras atropeladas, exactamente como o senti!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração batia-lhe realmente no peito e hiperventilava mesmo, os olhos húmidos da emoção que pulsava, qual energia viva! Assim mesmo, naquele lugar, explodiu, literalmente, em milhões de douradas e alongadas pétalas, esvoaçando em todas as direcções, ofuscada pela visão turva de uma luz que a encandeava até as pupilas ficarem tão pequeninas que nem se viam!...&lt;br /&gt;A respiração soltou-se subitamente, como se tivesse passado anos a lutar contra uma água que a afogava e finalmente atingia a superfície, surgindo do mar até à cintura, inspirando o ar salgado em volta, enfim sem esforço!...&lt;br /&gt;Era Vida dentro dela, era Luz! Era Amor que cheirava a flores, mar e terra molhada...!&lt;br /&gt;Tudo por um pequeno sopro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sei se ainda cá estás... Mas passaste... e eu senti-te.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-8846346796615461910?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/8846346796615461910/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=8846346796615461910' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/8846346796615461910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/8846346796615461910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2010/06/desafogo.html' title='Desafogo'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-6833426166307713339</id><published>2010-04-12T17:15:00.002+01:00</published><updated>2010-04-12T17:19:53.126+01:00</updated><title type='text'>Desabafo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que foi? Que mais queres de mim? Já disse tudo o que tinha a dizer... Quis dar-te tudo, entregar-me a ti por completo, estender-te a mão - para quê? Não é que mereças... Nem que o queiras, de facto. O problema é exactamente esse!&lt;br /&gt;Palavras? Palavras não são nada! Não valem absolutamente nada! Palavras são sujeitas a interpretações subjectivas e, no fim, podes sempre dar o dito por não dito. As palavras escondem o que os sentimentos têm medo de assumir. Tudo não passa de dissimulação. Se é consciente ou não, isso já é outra história...&lt;br /&gt;Por isso, podes repetir quantas vezes quiseres, ficamos aqui mais duas horas se achares necessário: a questão não sou eu. Trata-se tão somente de uma cobardia revoltante. Que mais queres que eu faça? Não há nada que eu possa fazer para te ajudar, quando tu próprio não queres ser ajudado. Cansei-me de ser a mártir patética! Por isso, pára de me olhar com esses olhos suplicantes, pára de te esconder atrás deles e do teu medo irracional!&lt;br /&gt;Este é o momento. E se não o agarrares agora...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-6833426166307713339?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/6833426166307713339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=6833426166307713339' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/6833426166307713339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/6833426166307713339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2010/04/desabafo.html' title='Desabafo'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-960621644087139257</id><published>2010-02-12T23:48:00.002Z</published><updated>2010-02-12T23:55:00.240Z</updated><title type='text'>Resoluções</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que não tem remédio. Se visses isto provavelmente dirias "Porque é que teria de ter remédio?", como se tudo estivesse como é suposto e não nos restasse mais do que aceitar. E se calhar é mesmo assim. Aceitar que não tem remédio e mesmo assim seguir a vida, como se nada disto nos afectasse. Me afectasse. Olha, já não sei.&lt;br /&gt;No outro dia estava, como habitualmente, num qualquer transporte público no meu roteiro automático, a ouvir música. Uma música especificamente acordou-me do meu torpor, apenas para me mandar para outro torpor, para aquele universo que nós conhecemos, onde as estrelas brilham e não há mais nada... As notas tristes da guitarra portuguesa quase ditavam o bater do meu coração, lembrei-me logo de ti. Por momentos, o alvoroço da Lisboa metropolitana desapareceu e vi-te à minha frente a cantar. Ah, um leve sorriso até ouvir o "bip" do passe e voltar à realidade.&lt;br /&gt;Como bateu a saudade... A nostalgia... Mas, mais do que isso, a desilusão do esquecimento. Enfim, é aceitar e seguir, não é?&lt;br /&gt;Não vou negar que dói um pouco, pensar que o tudo é pó que o vento leva e dispersa, transforma em nada. Mesmo assim, só peço paz de espírito. A paz que chega de cada nota desordenada de um piano, diluindo a amargura, até ser água límpida e pura. Cada estrondo apaixonado sacudindo-me a poeira... Uma experiência extra-corporal, aceitar e seguir...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-960621644087139257?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/960621644087139257/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=960621644087139257' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/960621644087139257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/960621644087139257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2010/02/resolucoes.html' title='Resoluções'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-4323851269043187655</id><published>2009-12-23T00:29:00.003Z</published><updated>2009-12-23T00:36:50.547Z</updated><title type='text'>Ponto Zero</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acordo repentinamente, em posição fetal; o coração em sobressalto, gotículas de suor na minha testa. Aquela frase a ecoar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não é&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;Estou cansada, frustrada!... Sei que é uma ilusão, sei que não estás aqui, sei que não queres, sei que não quero, sei que não posso, sei que não devo, sei que agora não é o momento, sei que nunca, NUNCA será o momento!!! Pareço um disco riscado, como se a minha mente regredisse ao ponto zero, como se as horas neste divan não tivessem deixado marcas em mim. Volto sempre a ti e o motivo... é-me indistinto.&lt;br /&gt;Não quero voltar, não quero voltar! Isolei-me para me purificar... Só queria deixar de pensar, deixar de sentir! Não tens culpa; a culpa é minha, é minha por não quebrar estas correntes! Estas correntes... Prendem-me delicada e docemente a ti...&lt;br /&gt;Não! Eu não quero! Não quero imaginar o teu abraço, não quero lembrar o teu sorriso, não quero ansiar pelo teu calor... Não quero ver o brilho da Estrela nos teus olhos!... que os nossos corpos se amem e as almas se fundam enquanto durmo... Para quando acordar enfrentar mais uma vez que nada disso é.&lt;br /&gt;Quanto mais vou ter que aguentar... até o sonho morrer...?&lt;br /&gt;Até a Estrela empalidecer...&lt;br /&gt;Até o Amor desvanecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-4323851269043187655?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/4323851269043187655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=4323851269043187655' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/4323851269043187655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/4323851269043187655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/12/ponto-zero.html' title='Ponto Zero'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-5234506279970023583</id><published>2009-11-17T00:32:00.002Z</published><updated>2009-11-17T00:41:50.590Z</updated><title type='text'>Lua Nova</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto-me cega. Olho em volta e tudo é negro, à excepção de milhares de pequenos pontos brilhantes no céu. O luar, esse, apagou-se. Não sei quando; não sei por quanto tempo. Está apagado.&lt;br /&gt;É como se estivesse perdida. Não sei que direcção tomar, porque todos os caminhos estão cobertos de dúvida, de insegurança; o desconhecido. Um véu de breu.&lt;br /&gt;Todos os caminhos excepto o céu. O céu... Negro, sim, mas salpicado de esperança, reluzente. A esperança, no entanto, poderá não passar de uma miragem... Pois todos sabemos que a luz que nos chega pode ter viajado através de anos-luz, a partir de uma estrela que, agora, não tem mais brilho, caiu na escuridão, como os caminhos que se abrem a meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes sinto-me como um paradoxo: as minhas emoções, a minha razão, as minhas atitudes entram em conflito quase constante. Considero-me optimista, no entanto as minhas expectativas estão sempre baixas. Não há maneira poética de expressar isto que sinto; toda a poesia foi escrita, já, por outrem, e não me resta nada para dizer.&lt;br /&gt;Sei que me aceitas por aquilo que sou. Talvez até me ames, dessa tua maneira tão particular de me amar. Porém, receio que esse brilho líquido no teu olhar seja já uma estrela extinta. Será isso que nos impedirá de tentar?&lt;br /&gt;Provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua escuro. Não há luar. Uma aragem fria arrepia-me o corpo. Admiro o som do oceano, longínquo, como tu; recrio a beleza da sua complexidade na minha mente.&lt;br /&gt;Queria apenas entregar-me nesse mar... Se fosse real...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-5234506279970023583?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/5234506279970023583/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=5234506279970023583' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5234506279970023583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5234506279970023583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/11/lua-nova.html' title='Lua Nova'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-6794419483795893435</id><published>2009-10-18T23:39:00.002+01:00</published><updated>2009-10-18T23:45:00.483+01:00</updated><title type='text'>Cair na realidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ai! o que é isto que sinto, sem aviso? Se foste e levaste o meu sonho contigo, para quê voltar com prosas líricas, aromas quase passados ao esquecimento...? Que prazer é esse que tens em provocar vida no meu coração imóvel, apenas para depois o dilacerares um pouco mais?&lt;br /&gt;Antes fique parado eternamente, em vez de lágrimas me banharem o rosto novamente! Novamente por ti, novamente porque não estás, porque chegaste e partiste logo!... Deixa a minha saudade velar a tua ausência na paz do silêncio.&lt;br /&gt;Se for para o quebrar, que seja de rompante e em pleno, uma orquestra inteira a anunciar-te! Mil folhas flutuando ansiosas, à espera que lhes beba as tuas palavras, cânticos infinitos de amor e aventuras...! Seria inteiramente tua, atravessaria montes e vales, mares e desertos para te encontrar numa clareira, aguardando-me, sorriso abençoado pelas estrelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque partes? Porque te vais? Não vás! Porque foste? Vem me buscar... Não me deixes sozinha... Volta, volta para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não tenho o direito de te pedir isto... Mas, se o que é justo vai contra o que desejo e sinto agora, então cala a doçura na tua voz, apaga, por favor, o brilho dos teus olhos...&lt;br /&gt;E deixa que apenas a saudade me lembre de ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-6794419483795893435?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/6794419483795893435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=6794419483795893435' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/6794419483795893435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/6794419483795893435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/10/cair-na-realidade.html' title='Cair na realidade'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-5525830419884911778</id><published>2009-10-18T22:45:00.002+01:00</published><updated>2009-10-18T22:56:23.078+01:00</updated><title type='text'>Pluma no alto cume</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma nuvem negra à minha volta. De uma densidade que a tornava quase opaca e sufocava. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é que eu tenho de errado?&lt;/span&gt; Tento escalar a cordilheira, chegar mais alto para poder assim olhar o mundo como ele é e encontrar conforto na verdade finalmente compreendida, sem o engano de folhagens ou névoas nos meus olhos... Para poder assim seguir o caminho que se estende diante de mim.&lt;br /&gt;Mas quando estou já a agarrar a última pedra do monte mais alto, esta solta-se, escorrego e a queda... quando dou por mim estou no sopé da montanha. E ao olhar a paisagem vejo tudo turvo de novo, nada me faz sentido e aperto da dúvida agonia cá dentro, faz-me dobrar o meu corpo sobre mim própria, agarrada ao peito, cheia de raiva.&lt;br /&gt;Talvez a visão enublada seja apenas sangue escorrendo para os meus olhos da ferida que se abriu quando caí. Talvez baste limpar o sangue e olhar de novo o horizonte... E compreender que é possível que a verdade nunca se mostre inteiramente de uma vez, só porque a persigo em desespero.&lt;br /&gt;Percebi isto contigo... Era uma nuvem negra à minha volta naquela tarde. E é incrível como mesmo depois de tudo o que ouvi e disse, senti uma paz de espírito como há muito tempo não sentia. A verdade atingiu-me sem eu estar à espera, sem a ter procurado; ela veio até mim a acalmou-me o coração. Naquele momento percebi...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-5525830419884911778?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/5525830419884911778/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=5525830419884911778' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5525830419884911778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5525830419884911778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/10/pluma-no-alto-cume.html' title='Pluma no alto cume'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-5282509388315131456</id><published>2009-08-14T16:50:00.002+01:00</published><updated>2009-08-14T16:58:27.464+01:00</updated><title type='text'>Um abraço de brisa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto a maresia beijar-me o rosto, suavemente, como uma carícia de ti, que imagino ao olhar este mar... Mar cantando, embalando-me com a sua voz, docemente, ao sabor das ondas... Ondas que espumam e desmaiam na areia, um gemido distante... Espuma branca, confunde-se com as vestes que me cobrem, dançam ao vento chamando por ti... Chamando por ti...&lt;br /&gt;Sinto-te longe e perto, paradoxo angustiante.&lt;br /&gt;Porque chega sempre o verão? Porque me queima o sol a pele, revela as marcas que me deixaste no coração, denuncia a tua ausência uma vez mais? Não quero relembrar que não estás aqui... Não quero. Incute na minha alma um desejo doloroso, desejo de te encontrar, perdido na praia, na esperança que me estivesses também a procurar pelas areias... Procurar-me-ias?&lt;br /&gt;O vento suspira ao meu ouvido, coisas que não entendo. Sob o luar o mar brilha como mil pedras preciosas; ali estás, longínquo, de costas viradas, enfrentando o horizonte de breu. E não te consigo tocar, não te consigo alcançar... Nunca. Não sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aperta cá dentro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira o ar salgado, sente-o na pele... O reflexo argênteo da lua no teu vestido, envolvida num abraço de brisa... Hoje é o dia. Adeus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-5282509388315131456?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/5282509388315131456/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=5282509388315131456' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5282509388315131456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5282509388315131456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/08/um-abraco-de-brisa.html' title='Um abraço de brisa'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-2997170014358410754</id><published>2009-07-27T00:27:00.003+01:00</published><updated>2009-07-27T00:36:26.248+01:00</updated><title type='text'>Não posso mais do que suspirar...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava no carro, no lugar do pendura, a voltar de um dia de praia com uma amiga. Conversávamos sobre muitas coisas, mania de mulheres, talvez, sempre na tagarelice...!&lt;br /&gt;Quando dei por mim, falava de ti, contava a nossa história... E ao contar, foi como se a revivesse por alguns momentos, cada passo. Como nos conhecemos, o que dissemos um ao outro, a intensidade de um olhar, a segurança de um sentimento que vale o que vale por si só, sem qualquer incentivo ou artifício. Essa segurança continua a ser a única certeza que levo dentro de mim. Acalma-me.&lt;br /&gt;Quando finalmente voltava para casa, agora sozinha no meu carro, perdia-me nos pensamentos de ti ao sabor da condução. Que estarás tu a fazer agora? Por onde viaja a tua mente? O que desejas, o que sentes?&lt;br /&gt;Numa curva, olhei o poente... O sol já se tinha escondido no horizonte, o céu pintado de laranja, rosa e azul, a silhueta negra dos prédios e as luzes da cidade a brilhar timidamente: um glorioso espectáculo que me fez sorrir.&lt;br /&gt;Imaginei-te ao meu lado, olhando as cores também, sorrindo. Aquecendo-me o peito com a tua presença apenas. Imaginei os teus olhos nos meus, daquela maneira que só tu e eu compreendemos...&lt;br /&gt;Não posso mais do que suspirar perante este cenário... E esperar que um dia o mito se torne realidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-2997170014358410754?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/2997170014358410754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=2997170014358410754' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2997170014358410754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2997170014358410754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/07/nao-posso-mais-do-que-suspirar.html' title='Não posso mais do que suspirar...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-5049139015071997221</id><published>2009-07-02T23:11:00.001+01:00</published><updated>2009-07-02T23:20:22.636+01:00</updated><title type='text'>Cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É esta inquietude que me assola, por vezes, e me faz parar por momentos. Como se um arrepio gelasse as articulações, as tornasse imóveis. E o coração saltasse um batimento.&lt;br /&gt;A vida é tão curta, passa por nós de relance, um reflexo de sol na janela, encandeia-nos e desvanece; escapa-se por entre os dedos...&lt;br /&gt;O que estou aqui a fazer, afinal? Mera espectadora, quando pensei ser actriz principal.&lt;br /&gt;Quero ver, caminhar, ouvir, saborear, cheirar, interpretar, sentir o mundo em pleno! Quero tudo isto de mente aberta, alma lavada, purgada, pelo menos um vestígio da luz há muito perdida... Será ainda possível? Se ao menos tivesse coragem, me tornasse eu própria mudança e renascimento, ao invés de esperar que eles cheguem até mim um dia... Apenas cinzas, na verdade. Cobarde...&lt;br /&gt;A culpa, o medo, a vergonha... Um hábito que carrego mas pareço nem sentir, sobre as lágrimas que não se vêem, o grito calado que não soa nunca. Como eu queria poder gritar... Abrir o peito e gritar gritar gritar!... Porque não sai, nada disto sai de mim! Não sai, não sai!!!&lt;br /&gt;Se sou tão inútil e irrelevante, para quê lutar para depois desistir? A dor quando nos largam no meio do deserto... O melhor seria nunca me terem salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shh... Encosta-te a mim... Já passou... Eu estou aqui... E não vou a lado nenhum... Porque tu importas... Porque eu te amo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-5049139015071997221?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/5049139015071997221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=5049139015071997221' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5049139015071997221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5049139015071997221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/07/cinzas.html' title='Cinzas'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1473179322970658514</id><published>2009-06-05T23:45:00.002+01:00</published><updated>2009-06-05T23:52:22.394+01:00</updated><title type='text'>Falta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estou cansada... Cansada de lutar, cansada de correr, cansada de me agarrar a uma ideia, uma miragem! Tudo se dissipa, como vapor, ao mínimo sopro. Porquê tentar, então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queria poder largar tudo, deixar-me cair numa pilha de folhas secas de outono, esperar que a primavera estendesse uma esteira de flores para mim, confiar-me ao seu cuidado... Encontrar finalmente o equilíbrio!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonhei que algo lhe sufocava o coração, angustiava... E chorava no meu ombro, apertava-se contra o meu peito, com tal desespero que doía e me fazia chorar também... Ponho-me a pensar, por vezes, se eu desaparecesse, será que alguém sentiria a minha falta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque não estou lá como antes... E a vida continua, inalterada, como se nunca tivesse aparecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela estava deitada na areia, à beira-mar. O sol descia já no céu e a maré subia, beijando-lhe os pés. Olhava o azul por cima de si, perdida nos seus pensamentos, conflitos que a assombravam desde... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sei desde quando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queria que o simples toque do sol na minha pele me deixasse mais leve. Sinto que a cura está tão longe, não a consigo alcançar... Estarei desamparada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cuida de mim... Amor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lençol de mar trepou a areia em direcção a Estrela. E abraçou-a, enfim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1473179322970658514?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1473179322970658514/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1473179322970658514' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1473179322970658514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1473179322970658514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/06/falta.html' title='Falta'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1286547708192444106</id><published>2009-05-13T00:22:00.002+01:00</published><updated>2009-05-13T00:29:16.392+01:00</updated><title type='text'>Acção!...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorriso rasgado, a gargalhada vinda de dentro, por todos aclamada. Nada mais que plumas e brilhantes escondendo... me. Quando a máscara cai olho em volta, mas o público desapareceu... Ninguém ficou para me apanhar quando sucumbo ao peso no meu coração, e os joelhos fraquejam e batem surdos no chão.&lt;br /&gt;Parece que vejo, parece tão perto, desejos soprando o meu cabelo ao de leve, pedindo mais e mais... Mas quando estendo os braços não consigo tocar. Mesmo aqui ao pé de mim, inalcançável. E dói, e choro e grito e desespero, por um só enlace, talvez... Apenas sorri. E nada.&lt;br /&gt;Porque quando a máscara cai, a luz não chega até aqui, o espectáculo acaba, a cortina fecha atrás de mim, deixando-me diante de cadeiras vazias à espera da próxima ilusão...&lt;br /&gt;Tudo é silêncio. Só os desejos aqui persistem, chamando-me ainda... E lentamente desisto de lutar e baixo os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomponho-me, limpo as lágrimas, retoco a maquilhagem. Levanto-me a custo do chão e dirijo-me para a minha posição, por detrás das cortinas.&lt;br /&gt;Os holofotes acendem, as cortinas abrem e o público está em ovação... Plumas e brilhantes, um sorriso rasgado e a gargalhada ecoa uma vez mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1286547708192444106?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1286547708192444106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1286547708192444106' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1286547708192444106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1286547708192444106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/05/accao.html' title='Acção!...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-2112935684075670935</id><published>2009-04-10T22:13:00.002+01:00</published><updated>2009-04-10T22:17:53.219+01:00</updated><title type='text'>Aroma de papel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cheiro húmido. O cheiro seco. Quente. Cheiro a papel. Papel velho. Papel guardado durante anos. Papel que recebe esta tinta azul. E a bebe e devora e conserva. E compreende e abraça e beija.&lt;br /&gt;Rabiscos de dentro, de coisas que não entendo. Palavras que não se escrevem; gritam, não cabem em mim, transbordam e suplicam.&lt;br /&gt;Porque todos os caminhos vão dar a ti? Todos os pensamentos, todas as banalidades, todos os alinhamentos? Sempre. Porque estás em tudo o que vejo, em tudo o que ouço, em tudo o que toco, tudo o que cheiro...? Até neste papel em que escrevo. Cheiro-te, vejo-te, sinto-te neste papel, como se ele nos ligasse e nos aproximasse, como se a distância não passasse de uma ilusão vazia, uma desculpa para os fracos.&lt;br /&gt;Sofro em silêncio a tua ausência, num silêncio que engole e magoa! Corrói-me de culpa. Destrói-me o desejo de te ter, de te abraçar, de te olhar apenas... Se eu pudesse olhar-te...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-2112935684075670935?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/2112935684075670935/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=2112935684075670935' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2112935684075670935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2112935684075670935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/04/aroma-de-papel.html' title='Aroma de papel'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1587353868065099846</id><published>2009-01-25T01:55:00.002Z</published><updated>2009-01-25T02:11:12.388Z</updated><title type='text'>Murmúrios de mar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estrela estava sentada na varanda. Banhava-se no sol, sentia o vento roçando em si; mergulhada nos seus pensamentos. Algo a inquietava por dentro. Voltava a ter esta sensação de... não sabia explicar de quê. Sabia, porém, o que provocava nela este sentimento.&lt;br /&gt;Muitos meses tinham passado desde aquele encontro na rua, a última vez que o vira. Aquele fugaz momento, em que despejara a sua alma, por palavras, gestos, olhares, sem receio nem pudor... Sim, muitos meses tinham passado; a vida ocupava-se de outras matérias, esforçadamente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas então porquê...?&lt;/span&gt;, porque voltava agora este sentimento? Porque não conseguia Estrela deixar isto tudo para trás, de uma vez por todas? Era como se ele a chamasse, gritasse o seu nome desesperadamente, implorando para ser ouvido, do outro lado do mundo...! Não, isto não podia estar a acontecer, novamente esta loucura!&lt;br /&gt;Estrela respirou fundo e olhou o mar, espreitando ao longe, por entre as casas. Estava calmo, sereno, cantando suavemente, uma música que só Estrela conseguia ouvir. Mas ela não conseguia afastar aquela inquietude. Era como se algo importante estivesse para acontecer. O som suave, distante das ondas não a acalmavam, pelo contrário! Estrela sentia-se mais e mais ansiosa, sem perceber porquê. Sentia o estômago às voltas, um nó na garganta, as suas mãos suavam, a respiração mais rápida, o coração acelerado... O coração... O coração doía-lhe...&lt;br /&gt;Levantou-se, encostou-se ao parapeito da varanda. Inesperadamente, o vento ficou mais forte, soprou-lhe intensamente os cabelos, que dançaram ao seu sabor; o sol brilhou mais e tornou-se mais quente; o mar cantou mais alto. Olhou para o lado e reparou que estava uma carta no parapeito. Uma carta que lhe parecia familiar, sem nunca a ter visto. Quase podia sentir o seu cheiro, jurar que brilhava e que a chamava, como as cartas guardadas na sua gaveta.&lt;br /&gt;A sua visão ficou turva, lágrimas aprisionadas nos seus olhos. Estendeu a mão e tocou no envelope.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;És tu quem procuro quando perscruto a noite. &lt;/span&gt;Uma voz, a voz tão querida, sussurrava-lhe ao ouvido, como carícia... Estrela chamou-o, num suspiro...&lt;br /&gt;A carta tinha desaparecido. O vento acalmou; o sol empalideceu; o mar tornou-se distante, de novo. Ficou-lhe apenas a mesma inquietude, a mesma dor, a mesma solidão... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mesma saudade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sentiu de novo o último beijo, o último olhar... O mar ao longe... Murmúrios de mar... Gritando saudade...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Murmúrios de mar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1587353868065099846?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1587353868065099846/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1587353868065099846' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1587353868065099846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1587353868065099846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2009/01/murmrios-de-mar.html' title='Murmúrios de mar'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1908237440171985662</id><published>2008-11-09T22:49:00.003Z</published><updated>2009-01-25T02:11:25.883Z</updated><title type='text'>Perda de mim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma folha rasgada. O silêncio paira à minha volta, como humidade fria e pesada. Não há qualquer som neste local abandonado, nem um riso, nem um choro, nem o vento a passar entre as folhas.&lt;br /&gt;Não há palavras que brotem da terra seca e a vida que crepita à superfície não penetra até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neguei, rejeitei, e só quando partiste senti a verdadeira perda. Quando partiste... a minha alma calou-se... Fechou-se... Não sei quem sou, o que sou, por que sou. Foste e levaste contigo a minha poesia; o meu caminho é-me indistinto.&lt;br /&gt;Neste completo torpor, apenas espero poder ouvir a chuva cair e descobrir que não me é indiferente... E sentir que me abraça e me aquece e me limpa.&lt;br /&gt;Pois tudo o que mais quero é sentir-te meu de novo, lembrando-me enfim que o meu coração também bate, também chora, também ama.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1908237440171985662?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1908237440171985662/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1908237440171985662' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1908237440171985662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1908237440171985662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2008/11/perda-de-mim.html' title='Perda de mim'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1147007014200262285</id><published>2008-07-29T01:12:00.002+01:00</published><updated>2008-07-29T01:21:03.180+01:00</updated><title type='text'>Pôr-do-Sol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo-te partir, como o Sol que se põe diante dos meus olhos, escondendo a sua luz, as montanhas roubando o seu calor. Algo longínquo te puxou e te levou daqui. Deixou-me sozinha e fria, olhando para os tons quentes no horizonte, desvanecendo...&lt;br /&gt;Demasiado tempo te olhei. Demasiado tempo contemplei e meditei. Demasiado tempo o pensamento oprimiu o impulso, um transe que me desarmou e me abandonou na dúvida, na fantasia e no medo.&lt;br /&gt;Sim, foste o Sol numa manhã de Verão, chamando por mim, chamando, chamando docemente, sussurrando raios de luz ao meu ouvido. O Sol que aqueceu e se tornou forte no pico do meio-dia. E eu tive medo.&lt;br /&gt;Foste a leve brisa que acariciou os meus cabelos e fê-los dançar no ar. A leve brisa que me beijou a face e me confortou. Mas eu tive medo.&lt;br /&gt;Agora o Sol põe-se atrás das montanhas e está frio, e tu partes. Quando abro os olhos e olho para ti, não te encontro mais. O Sol põe-se, sim. Algo te puxou e te levou. Onde estás agora, amor? Quero procurar-te, para lá das montanhas. Quero sentir o teu toque e o teu abraço, banhar-me na luz do teu sorriso, que é só para mim...&lt;br /&gt;A noite já caiu e a Lua está morta. Há um vento violento que me ataca e me faz cair no chão, fraca e despida, com o coração nas mãos.&lt;br /&gt;Só o som do mar prevalece e apenas as sombras das ondas se distinguem no escuro. Palavras de água beijam-me os pés, fazem-me sentir segura, melodia das lágrimas que não chorei...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1147007014200262285?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1147007014200262285/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1147007014200262285' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1147007014200262285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1147007014200262285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2008/07/pr-do-sol.html' title='Pôr-do-Sol'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-7431259137314536572</id><published>2008-04-05T16:33:00.002+01:00</published><updated>2008-04-05T16:42:00.046+01:00</updated><title type='text'>Imagens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti um ventinho nos cabelos... Olhei para trás, mas estava tudo escuro. Senti um cheiro agradável, uma mistura de mel e flores silvestres. Senti um abraço quente de alguém atrás de mim, braços fortes e protectores, que traziam aquele cheiro bom. Olhei e vi o sorriso aberto, o olhar meigo, a alegria quase infantil, contagiante, que me faz sorrir também.&lt;br /&gt;Uma luz pálida projectou-se na parede negra à minha frente e, contrastando com esta, imagens brancas começaram a dançar. Imagens que riam, dois anéis numa almofada, um véu no chão com pétalas de rosa, imagens de cantavam, o nascer da vida a sorrir no começo dos tempos, um beijo sob a lua cheia, imagens que amavam!&lt;br /&gt;Não queria sair deste abraço, que me aquecia tanto, preenchia-me de paz...! Olhei para aquele sorriso, sussurrei "És tu...?". Abraçou-me mais, sorriu mais, ficámos ali e vimos todo o futuro e todo o passado perante os nossos olhos.&lt;br /&gt;Mas, de repente, senti frio!... Os braços recuaram e o sorriso dissipou-se. A imagem tremeu, a luz apagou-se e as figuras dançantes desapareceram. Ficou tudo escuro outra vez... Chamei por ti, vezes sem conta "Onde estás...?" e nunca ninguém respondeu.&lt;br /&gt;O breu era agora impenetrável e o frio insuportável. Recuei alguns passos, confusa, enconstei-me a uma parede de nada, encolhi-me no vazio, respirei o vácuo.&lt;br /&gt;O que é este presente que vivo...? Um conjunto de imagens, branco sobre negro, um passado distante, um futuro que desejo. E o nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-7431259137314536572?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/7431259137314536572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=7431259137314536572' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/7431259137314536572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/7431259137314536572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2008/04/imagens.html' title='Imagens'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-1284972040487637651</id><published>2008-02-23T13:53:00.004Z</published><updated>2008-02-24T22:42:46.679Z</updated><title type='text'>Mais um ponto no céu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chama-a, refrescantemente cantando o seu nome... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vem... Vem...&lt;/span&gt; Eterno apelo líquido, a corrente do rio, as suas águas: algo tão reconfortante... Estrela sente o fresco da água na ponto do seu pé, entrando ainda a medo no rio. Quer entregar-se por completo...! Deixa-se molhar, o seu leve vestido a colar-se ao corpo. ela é livre para fazer o que quiser e o que quer é unir-se à Natureza, e em harmonia com ela! Flutua, então, levada pelas correntes das águas no seu leito, os seixos mais pesados rolando no fundo.&lt;br /&gt;Está uma noite linda, sem nuvens. Nada luz para além dos milhões de pontos no céu e da Serenidade nocturna: a lua está cheia e tão nítida... Estrela apenas vê o céu, os pontos luminosos, e contempla a grande lua. Pesquisa todas as crateras, todos os mares e continentes que consegue. Uma nostalgia tão grande, uma melancolia, cada olhar ao luar lhe abre uma ferida no coração e é como se o sangue e as lágrimas se juntassem à água límpida do rio, se misturassem e dissolvessem nela e assim desaparecessem, deixando um vazio muito bem-vindo dentro de Estrela. Resta só ela, o rio e o céu, em perfeita comunhão.&lt;br /&gt;Para onde é levada? Não sabe... Deambula, ou deixa que deambulem por ela (se tal coisa é possível). Para onde a Natureza a levar, assim o Destino quererá, pois Estrela é agora vazia por dentro... Não tem, nem quer ter, qualquer domínio sobre o seu caminho.&lt;br /&gt;Gradualmente, sente pequenas pedras, arredondadas e amaciadas pela água, nas suas costas. Quis o Caminho que ela chegasse a esta margem.&lt;br /&gt;Depois de olhar novamente a lua, levantou-se, sentiu a água escorrer ao longo do seu corpo, do seu cabelo, da sua alma, limpando-a toda. E afastou-se do rio, pisou erva tenra e fresca, caminhou sobre ela e sentiu-a até se unir a ela, até ela própria ser erva.&lt;br /&gt;A noite ia avançada, mas Estrela não sentia frio. E andou, andou... Sem rumo, mas ao mesmo tempo parecia que sabia para onde ia. Parou apenas quando se viu perante uma imponente àrvore. Tinha ramos com folhas verdes e jovens e parecia chamar por ela, como o rio fizera. Seria loucura dizer que lhe sorria sedutoramente.&lt;br /&gt;Nesse momento, o dia começou a romper a noite, a lua estava já muito longe, as estrelas apagavam-se, a luz do sol a acordar aquela terra de sonhos. O céu tomou tons rosados, num espectáculo natural que Estrela observava maravilhada. Foi como se o tempo tivesse parado naquele instante.&lt;br /&gt;O sol não subiu, o céu continuou rosado, escaldante, e Estrela olhou mais uma vez a árvore, retribuindo o sorriso que esta lhe parecia dirigir, caminhando até ela. Estendeu o braço, fechou os olhos e tocou a sua casca. Mas... não foi casca que ela sentiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua mão tocava um rosto, macio embora pudesse sentir a presença de barba. Abriu os olhos e deu consigo no meio da rua, com o braço estendido, tocando, como que numa carícia, uma cara bastante familiar. Ele parecia confuso:&lt;br /&gt;- Então, Estrela... Agora andas de olhos fechados pela rua? - era visível um certo embaraço e o pouco à-vontade com que se lhe dirigia.&lt;br /&gt;Estrela apressou-se a tirar a mão da cara dele. Tinha estado a deambular pelas ruas, a sonhar acordada com rios e erva e céu e tinha ido parar exactamente àquele sítio, diante daquela pessoa.&lt;br /&gt;Houve uns segundos de silêncio, segundos que pareceram uma eternidade para ambos. Ela levantou os olhos e encarou-o. Olhou novamente os seus traços, a sua expressão (agora um pouco apreensiva)... Não estava vazia por dentro; estava a transbordar sentimento e emoção...!&lt;br /&gt;- Gostava de te poder sentir, de poder agarrar a tua mão, levá-la ao meu peito, fazer-te sentir o bater do meu coração. Gostava de ver nos teus olhos o que tenho a certeza que vês nos meus quando eu te olho: carinho, amor, paixão, certeza! Gostava de sentir mais uma vez o teu toque... Queria eu própria poder tocar-te, explorar-te, desejar-te à vontade! Estar nos teus braços e tu nos meus, sentir que és meu e eu sou tua! Queria que acordasses um dia e que me desses tamanho valor que pudéssemos partilhar um sentimento que agora é unidireccional... Será demais pedir isto? Será ousadia pedir que sejas, de novo e para sempre, meu? Só queria que estivesses comigo, uno e inteiro. Porque não posso ter tudo o que mais quero na vida?... - baixou os olhos, respirou fundo - Desculpa... Desculpa dizer-te isto tudo... Mas não há como fingir. Desculpa se as minhas mãos suam de cada vez que estou perto de ti. Desculpa se não consigo parar de te olhar. Desculpa se não consigo parar de te desejar. Desculpa se não consigo parar de te amar!... No fundo, eu ainda espero poder sentir o teu amor, não o de qualquer outra pessoa... Só o teu...&lt;br /&gt;- Estrela...&lt;br /&gt;Seguiu-se mais um momento de silêncio. Este, efectivamente longo. As pessoas passavam por eles os dois, indiferentes. Foi com os olhos húmidos e a voz trémula que Estrela continuou:&lt;br /&gt;- A verdade é que, apesar de ter demasiadas qualidades, claramente não são suficientes. E, apesar de brilhar muito, não passo de mais um dos milhões de pontos que existem no céu. Se ao menos fosse como o sol de dia e a lua de noite... - calou-se.&lt;br /&gt;Não havia mais nada a dizer. Tinha-se exposto ao máximo, estava transparente. Não percebia ainda o que a tinha levado a ele, mas não tinha sido fruto do acaso. Esboçou um leve sorriso perante este pensamento: "É impressionante como não há coincidências..."&lt;br /&gt;Inclinou-se e tocou suavemente com os seus lábios nos dele, sentindo-os pela última vez...&lt;br /&gt;- Adeus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: Acho que podia ter dividido em duas partes. Mas escrevi-o todo de seguida. E pôr duas partes num blog como este não faz sentido se o todo já está escrito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-1284972040487637651?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/1284972040487637651/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=1284972040487637651' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1284972040487637651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/1284972040487637651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2008/02/mais-um-ponto-no-cu.html' title='Mais um ponto no céu'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-2777231010585920705</id><published>2008-01-11T20:28:00.000Z</published><updated>2008-01-13T00:32:10.438Z</updated><title type='text'>Arde, queima e dói</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhos tão brilhantes, voz tão envolvente... Oh!, calor bendito num coração triste e amargurado...! "Suave leve brisa", beijo doce na minha face, quem és tu, anjo?&lt;br /&gt;Beleza inalcansável, olhei e caí do meu pedestal de gelo. Cantei para ti, ah!, como sou tão pequena! Para ti, sim, ó pairante neblina, mistério delicioso...!&lt;br /&gt;Não, não me olhes assim, a pele ruborizada. Dá-me apenas a mão, faz-me sentir algo de novo. O valor da pertença... aos teus braços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é isto, o que temos aqui? Luxúria decadente, desejo que se desfaz em pó. Levanta o tapete e vê o que atiraste lá para baixo, escondeste de todos. Vergonha de o mostrar? Como uma mosquinha capturada na grande teia da aranha, não podes lutar, não. Shh... Não podes gritar, a boca está seca, a garganta fechada. Está tudo escuro. Shh... Não tenhas medo...&lt;br /&gt;Peca, todos temos que ser um pouco egoístas de vez em quando. Peca comigo, querida, e consuma esta vontade que derrete, escorre e queima, gotas corrosivas na tua pele. Sentes a luxuriante dor, mosquinha?&lt;br /&gt;Como arde esta loucura leviana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem és tu agora, demónio? Que estás a fazer comigo? Não, não quero isto, não, não assim... Como mil mãos me agarrando, tocam, magoam, mutilam. Tocam... Desejam... Tanto... Sussuras-me, a respiração no meu pescoço, palavras desonestas. Sufocas-me! O medo, o medo deste ser que não conheço, não sinto, não vejo. Quem és tu?!&lt;br /&gt;Mas ai!, o pecado... Os pensamentos negros... Areias movediças puxam-me cada vez mais para o fundo; quanto mais luto mais me afogo. O predador não larga nunca a sua presa, a luta pela liberdade, mas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ai, o toque...&lt;br /&gt;           o desejo...&lt;br /&gt;                       o fogo...&lt;br /&gt;                                       a luxúria...&lt;br /&gt;                                                 deixa-me&lt;br /&gt;                                                                   s&lt;br /&gt;                                                                      u&lt;br /&gt;                                                                          c&lt;br /&gt;                                                                             u&lt;br /&gt;                                                                                 m&lt;br /&gt;                                                                                    b&lt;br /&gt;                                                                                       i&lt;br /&gt;                                                                                          r&lt;br /&gt;                                                                                              ...!&lt;br /&gt;                                                                                                              o amor...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho para ti, anjo negro. Olhos de sensuais mentiras, lábios escondendo algo escaldante, que queima! Grossas lágrimas escorrem pela minha alma, largada no frio escuro, nua, sem pudor. Os meus olhos olham os teus, secos, o meu rosto rígido, escondendo os meus soluços cobardes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fraca! Suja! Fácil!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abandonada. Sozinha. Corpo possuído por um momento, nunca desejada por inteiro. Porquê, anjo?&lt;br /&gt;O tempo passa por mim, nunca pára. Despida no silêncio, entre os estilhaços derretidos do meu trono, as lágrimas quentes borram a máscara que cobria a minha face, ferida aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arde, queima e dói.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-2777231010585920705?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/2777231010585920705/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=2777231010585920705' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2777231010585920705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2777231010585920705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2008/01/arde-queima-e-di.html' title='Arde, queima e dói'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-5290021511752382460</id><published>2007-11-18T21:13:00.000Z</published><updated>2007-11-19T00:35:14.552Z</updated><title type='text'>Cartas</title><content type='html'>Estrela caminhava lentamente, descalça, pelo soalho de madeira do seu quarto. Ainda estava quente do dia, embora o sol já se tivesse posto há algumas horas e ela queria absorver todo o calor e conforto que conseguisse através dos seus pés.&lt;br /&gt;Olhando para a jovem noite, desejava poder subir à lua, tão facilmente como quem sobre umas escadas, e sentar-se nela ouvindo canções das estrelas.&lt;br /&gt;A brisa nocturna entrava pela janela e roçava-lhe docemente nos cabelos. Lançou rapidamente um olhar a uma gaveta da sua escrivaninha e logo o desviou. Dirigiu-se para a sua cama, deitou-se e adormeceu imaginando-se sentada num crescente de lua, tentando não pensar no que realmente a atormentava nos últimos dias (se não a tinha atormentado desde sempre...). Durante toda a noite sonhou com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou com os primeiros raios de sol a baterem-lhe suavemente no rosto, através das cortinas. O tempo estava bom mas Estrela não conseguia evitar sentir-se deprimida como nos dias de chuva pesada. Ultimamente era como se estivesse vazia por dentro, um buraco negro que absorvia toda a luz e não deixava nada para iluminar o coração com um pouco de esperança. Andava desmotivada, sem rumo.&lt;br /&gt;Sentou-se na cama, numa calma apatia, olhando em redor, mas os seus olhos nada viam. Finalmente decidiu levantar-se e ir lavar a cara para despertar de toda aquela dormência.&lt;br /&gt;Havia um ânsia dentro de si, algo que ela sabia que precisava de fazer, como a satisfação de um desejo pecador, algo que ela se havia proibido de fazer e no entanto não conseguia parar de pensar nisso. Olhou a mesma gaveta que tinha olhado na noite anterior. Desta vez demorou os seus olhos nela, como que a penetrar pela madeira, vislumbrando o seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deu por si estava a abrir a gaveta. Podia sentir o cheiro do papel elevando-se no ar à luz do sol nascente. Ali estavam guardadas palavras, frases, sentimentos escorridos da caneta em momentos de catarse, coração aberto. Esperança.&lt;br /&gt;Atadas com ráfia, algumas amareladas pelo tempo, nos seus envelopes bem fechados, as cartas escritas mas nunca mandadas, o brilho de Estrela posto em papel e caneta, um brilho que parecia tomar forma e emanar delas. Talvez apenas um efeito da luz solar, no entanto de alguma forma pulsante e místico.&lt;br /&gt;Tirou as cartas da gaveta, sentiu-lhes o peso, a textura irregular dos envelopes, deixou as emoções escritas subirem-lhe pelo braço e saboreou-as todas, primeiro uma de cada vez, depois todas em simultâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu-se mais uma vez sentada num crescente de lua, olhando a Terra, procurando um ponto nela,o único que brilhava para ela de lá de baixo. A única razão por que olhava a Terra com tal ânsia. Finalmente encontrou o alvo da sua busca, emitindo uma luz que se tornava cada vez maior e mais quente. De repente apagou-se e tudo ficou escuro. Estrela ficou desorientada e sentiu-se cair, caiu de uma altura incalculável, caiu eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressando novamente a si, pequenos suores cobriam-lhe a cara, uma lágrima caiu no seu rosto. Era assim, ela sabia-o, não havia luz para ela, nenhum caminho se abria aos seus pés desde que caíra da Lua. Sentia um aperto no peito, percebendo o que a deixava neste estado de apatia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardou as cartas na gaveta. Dirigiu-se ao telefone e marcou o número que lhe palpitava na cabeça.&lt;br /&gt;- Estou? - respondeu ele do outro lado da linha.&lt;br /&gt;- Precisava de ouvir a tua voz. - Estrela sabia que ele se aperceberia que era ela quem ligava.&lt;br /&gt;Ele não soube como responder e reduziu-se ao silêncio.&lt;br /&gt;- Fala, por favor... - pediu-lhe Estrela.&lt;br /&gt;- Não sei o que te diga.&lt;br /&gt;- Gostava de te ver. Hoje vou estar na praia. Vem ter comigo, se quiseres, claro. - sussurrou - por favor...&lt;br /&gt;Desligou o telefone antes que ele pudesse responder. Não queria ouvir a resposta. Naquele dia ela estaria na praia esperando por ele e olhando o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota: Precede "Sem Título")&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-5290021511752382460?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/5290021511752382460/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=5290021511752382460' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5290021511752382460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5290021511752382460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2007/11/cartas.html' title='Cartas'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-4753178855238583725</id><published>2007-08-05T16:34:00.000+01:00</published><updated>2007-08-05T17:02:09.690+01:00</updated><title type='text'>O Mergulho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Misturas de sentimentos borbulham cá dentro, um constante som agudo assobia forte e insistentemente no meu ouvido, tão forte que o tímpano ameaça rasgar a qualquer momento.&lt;br /&gt;Tudo é vermelho. Sangue, sangue à minha volta!&lt;br /&gt;Vou-me afogar nele, vou..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperadamente tentou salvar-se da eterna perdição, lutou com todas as suas forças, mas os tambores começavam a ouvir-se, lá ao fundo!... A marcha tinha começado!&lt;br /&gt;Em breve não restaria nada...&lt;br /&gt;Nada...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rum-tu-tum tum-tum rum-tu-tum tum tum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RUM-TU-TUM TUM-TUM TUM-TUM TUM-TUM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque tudo ficou silencioso de repente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom agudo de um tímido piano soava ao longe, ainda envergonhado na imensidão escura ao seu redor, ao mesmo tempo que uma ténue luz branca, gradualmente mais intensa, iluminava uma enorme porta.&lt;br /&gt;Vísivel por entre brumas distantes, o piano prosseguia o seu melancólico lamento, as suas teclas levemente cedendo à pressão feita por tristes dedos invisíveis, reproduzindo flutuantes notas que se perdem no breu envolvente...&lt;br /&gt;A agonizante revolta abandonou lentamente o corpo e a mente de Estrela e ela entregou-se à inquietante paz proporcionada pela melodia do piano, quase indistinto ao fundo.&lt;br /&gt;Os seus olhos fitavam a majestosa porta à sua frente. Era uma porta de pedra alva, com pontos brilhantes qual gemas em bruto incrustadas na rocha-mãe. A toda a sua volta viam-se gravuras ondulatórias, lembrando o movimento incerto do mar e, no centro, uma sereia envolvia nos seus braços um disco que, à luz branca incidente, reflectia um tom dourado suave, o qual ainda assim parecia aquecer o coração de Estrela.&lt;br /&gt;Quis atravessar aquela porta, saber o que estava para além dela... Esticou a sua mão e assim que tocou a pedra branca, deixou-se engolir por uma sensação estranha, refrescante, atravessando por completo o que antes parecia ser rocha maciça.&lt;br /&gt;Quando olhou para trás, a porta tinha desaparecido e apercebeu-se de que estava nua. Mas não se importou. As trevas à sua volta começaram a dissolver-se progressivamente num tom azul profundo. Sentiu-se leve... flutuando num espaço familiar e acolhedor, à medida que começava a ascender em direcção a uma luz branca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirou fundo quando emergiu à superfície do mar, olhando a praia perante si, debilmente banhada pela luz da lua cheia e das estrelas, ouvindo ao longe o canto melancólico de uma baleia por entre a neblina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-4753178855238583725?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/4753178855238583725/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=4753178855238583725' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/4753178855238583725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/4753178855238583725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2007/08/o-mergulho.html' title='O Mergulho'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-4560094778444217067</id><published>2007-06-29T22:41:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T23:07:12.552+01:00</updated><title type='text'>Ponto de fusão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma mistura de cores e texturas sob a luz incidente do expositor. Imaginar cada sabor por detrás do aspecto deliciosamente cremoso são carícias, quase cócegas, nas minhas papilas gustativas!&lt;br /&gt;Mas há que não ter pressa, a pressa é inimiga da perfeição. É preciso esperar que chegue o momento certo para devorar uma taça de tamanha luxúria, desejo de perdição...!&lt;br /&gt;Oh! Tantos são os sabores... Doce de leite, café, frutos silvestres, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;toppings&lt;/span&gt; de infinitas variedades... Poderei eu provar de tudo um pouco, um bocadinho daqui, um bocadinho dali...? Ah! Mal posso esperar para deitar as mãos (e a boca!) a essas iguarias, saboreá-las todas e mesmo analisar-lhes o cheiro e o teor em açúcar (que será, com certeza, elevadíssimo)!&lt;br /&gt;Chegou finalmente a hora, a hora tão esperada, é agora que vou satisfazer o meu desejo, já a boca saliva como uma besta ardente de gula, suando por todos os poros...!&lt;br /&gt;As cores, os cheiros, a textura cremosa, os tantos sabores...!&lt;br /&gt;Passou tempo, muito tempo. O calor pelo desejo era tanto que, chegando às minhas mãos, o gelado derreteu!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-4560094778444217067?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/4560094778444217067/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=4560094778444217067' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/4560094778444217067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/4560094778444217067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2007/06/ponto-de-fuso.html' title='Ponto de fusão'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-7426098988403065742</id><published>2007-04-08T16:28:00.000+01:00</published><updated>2007-04-08T16:37:05.613+01:00</updated><title type='text'>Ecos de consciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque viras o teu rosto? Porque o escondes? Num simples gesto a luz reflecte-se numa lágrima escorregando dificilmente na pele. Lágrima de dúvida, medo e um coração quebrado que teima em gelar...&lt;br /&gt;Porque não te levantas e enfrentas o pavor? O que estás a fazer contigo  e com ele?! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porquê...?&lt;/span&gt; Sempre quiseste alguém que te amasse, sonhaste com velas, flores e romantismo... E agora?! Agora estás a deitar tudo para o lixo!&lt;br /&gt;Pérfida e vil criatura... Porque és tão fria...? Nada faz sentido, insensível ser... Tudo a perder por um sofrimento que não existe mais... Gelada...! O que é preciso para derreter a calote de medo que te envolve? Para rebentar as correntes de agonia que te prendem ao chão dorido na escuridão?&lt;br /&gt;Levanta-te cobarde! O que é que queres mais?! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fria... Gelada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aninhada nos braços do negrume e o teu coração esgotado pede para bater uma vez mais... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por favor...&lt;/span&gt; Mas está dormente, pobre coração, não sente mais nada... nem dor... nem amor... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh amor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ah! Alguém te ajude nesta derradeira hora, na tua escolha, amor... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém... tu... Amor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-7426098988403065742?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/7426098988403065742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=7426098988403065742' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/7426098988403065742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/7426098988403065742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2007/04/ecos-de-conscincia.html' title='Ecos de consciência'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-5141846682452161127</id><published>2007-03-03T17:45:00.000Z</published><updated>2007-03-03T17:53:39.429Z</updated><title type='text'>Terra de desolação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oiço, longínquas, as palavras sussurradas. Murmúrios doces, suspirados com ternura. Mas... tão longe... Não consigo ver quem fala, está tudo escuro...!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximo-me da janela fitando a rua movimentada. Nada na minha cabeça se parece juntar +ara fazer algum sentido. Não me consigo expressar para dizer o sinto. Porque, na verdade, não sinto nada. É um vazio pesado o que ocupa a minha alma. Pesa-me no peito e faz o meu corpo chorar.&lt;br /&gt;Não vejo carros, nem prédios, nem pessoas... Estou a correr, a fugir deste lugar, mas tudo o que vejo é uma paisagem morta. Lagos gelados, árvores despidas, nem um sinal de vida nesta terra de lamento, coberta de translúcido véu de uma solidão insípida e dormente...&lt;br /&gt;Quero sair daqui... Quero um sol que dissipe estas nuvens carregadas do meu mundo, que me aqueça de novo...&lt;br /&gt;Toca-me, aperta a minha mão contra o teu peito, Sol...! Ajuda-me a voltar a ser... alguém...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do meu canto escuro vejo o meu reflexo no espelho. Porque chora o meu reflexo?...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Suave leve brisa&lt;br /&gt;Agita docemente os meus cabelos.&lt;br /&gt;Chega e passa.&lt;br /&gt;Não era a mim que ela queria beijar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-5141846682452161127?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/5141846682452161127/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=5141846682452161127' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5141846682452161127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/5141846682452161127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2007/03/terra-de-desolao.html' title='Terra de desolação'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-2182088314944856050</id><published>2006-12-27T01:53:00.000Z</published><updated>2006-12-28T16:34:50.098Z</updated><title type='text'>Melamin</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longe, o sol escondendo-se atrás das montanhas, coroadas de branco, o céu tomando tons de azul-verde, cores frias de um Inverno eternamente distante e ao mesmo tempo tão presente... O vento sussurra-me suaves melodias, canções em línguas há muito tempo caídas no esquecimento. Mas, como que do centro da terra, emergem trazendo cheiros e sabores antigos de lugares da memória enterrados pelas mágoas e dores do passado.&lt;br /&gt;Canções que falam de amor e guerras...&lt;br /&gt;A luz fria banha todas as terras, as  primeiras estrelas aparecendo tímidas,  brilhando hesitantes no céu crepuscular, que escurece. Oh! eu sei que já nada é como antes... O Inverno gelou já por vários anos os nossos corações. Mas ainda assim a esperança de te abraçar e sentir não esmoreceu! Por muito que tenhas dito palavras de desespero antes de partires, eu sei que voltarás antes do Sol morrer e as vozes da montanha se calarem.&lt;br /&gt;Não sei há quanto tempo te espero, quantas vidas passaram desde que partiste e se sabes quem sou... Por vezes posso distinguir no horizonte a silhueta de um rosto que não consigo ver, nas noites insones em que não me sais do pensamento. Onde estarás agora? Que grandes feitos realizas aí, onde não te posso ver?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não me esperes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ficarei aqui até que voltes para mim, meu amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tens tanto para viver, não te prendas a mim. Não há esperança!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O meu coração diz que ainda poderemos viver juntos e felizes...!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É um sonho, não passa de um sonho. Parto para uma viagem sem refresso... Tu sabes isso. Não há salvação!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O mundo pode acabar, as terras podem tornar-se para sempre negras e manchadas de sangue. E o ar pode não passar de gás venenoso e não restar nenhum ser vivo... Mas, amor, eu vou ficar sempre aqui, à tua espera, para cuidar de ti no teu regresso! Pois eu sei e sinto que isto não é o fim!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que se definharam todas as eras e tempos deste mundo e ainda não voltaste. É tudo um vazio.&lt;br /&gt;Vem o vento beijar-me e limpa-me as lágrimas que verto por ti; agita levemente os meus cabelos e o vestido... Deixo a escuridão da noite envolver-me como um suspiro, confortando-me...&lt;br /&gt;O teu coração está cada vez mais perto do meu, sinto-te aproximar, amor... Um dia aparecerás, sim, percorrendo os campos cinzentos que nos separam, vindo dos confins da memória, da terra que ninguém lembra... Surgirás assim da névoa, regressarás a mim, amor... Meu amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: O título significa "Meu amor" em élfico. Optei por este título já que o texto me foi inspirado por duas músicas do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;. Aliás, acho que o texto ganha outra dimensão ao som dessas duas músicas. Mas note-se! Este texto não fala de elfos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-2182088314944856050?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/2182088314944856050/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=2182088314944856050' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2182088314944856050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/2182088314944856050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/12/melamin.html' title='Melamin'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-116517319971556144</id><published>2006-12-03T18:55:00.000Z</published><updated>2006-12-03T19:13:19.736Z</updated><title type='text'>Enfarte do miocárdio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Once upon a time, in a kingdom far, far away, lived a  beautiful princess, said to be the most gorgeous living creature on Earth. The princess, who was always dressed in a white gown, spreaded her light all over the lands of her kingdom. One day, she fell in love with a charming prince.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;But their love was to be cursed by a jealous evil witch...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está frio aqui. Os meus olhos habituam-se à escuridão. Ainda consigo ouvir os gritos desesperados; a minha voz rouca balbuciando palavras confusas de lágrima e horror. Ouço-os ecoar na minha cabeça desde aquele fatídico dia.&lt;br /&gt;O sangue já não corre nas minhas veias. O meu coração parou e gelou. E está fechado em si mesmo, num casulo de medo, repressão, apatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The princess was locked up in a tower, as tall as the sky itself, under a terrible spell that only true love could break.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The prince desperately tried to save his pure princess, but all his attempts were in vain...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes penso que vejo uma luz clara ao longe e, recortada nela, uma silhueta nobre que me transmite calor e paz. Mas antes mesmo que o meu coração possa bater de novo, a imagem esfuma-se. É tudo pura ilusão, insignificante miragem; apenas persistem dois pontos vermelhos, olhos de sangue fitando a minha sombra.&lt;br /&gt;E uma angústia enorme toma conta de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;In an ultimate effort to rescue the princess, he forces an entrance through the cursed invisible walls around&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; the tower and falls on his knees, weak and hurt by the dark power of the spell.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;But then, against all odds, the curse is broken and the princess is set free! The prince's true love in almost sacrificing himself for his beloved princess was so powerful that it could destroy any evil!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sensação semelhante a uma arritmia; uma náusea sufocante domina o meu corpo. A boca seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The lovers sealed their love with a kiss...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração está fechado. Gelado. Seco. Retraído. Raiva, rancor, agonia, ódio, desespero, vazio, solidão... Tudo aperta, estrangula, esgana, prende...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And they lived happily ever after.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grito agudo, em doentio e doloriso delírio, corta o silêncio.&lt;br /&gt;Acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do you believe in fairy tales?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-116517319971556144?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/116517319971556144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=116517319971556144' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116517319971556144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116517319971556144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/12/enfarte-do-miocrdio.html' title='Enfarte do miocárdio'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-116302568967386319</id><published>2006-11-08T22:17:00.000Z</published><updated>2006-11-09T16:28:24.363Z</updated><title type='text'>Sem Título</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Senta-te.&lt;br /&gt;O mar sussurrava ao de leve naquele fim de tarde. O sol estava-se deitando, sonolento, e as pessoas começavam a sair da praia. Ele sentou-se ao lado dela, olhando-a atentamente.&lt;br /&gt;- Está uma tarde linda, não está?&lt;br /&gt;- Sim, bastante agradável. - não sabia o que havia de responder.&lt;br /&gt;Ela fitava tranquilamente o mar, como se procurasse algo por entre as ondas.&lt;br /&gt;- Porque vieste? - perguntou.&lt;br /&gt;- Porque me pediste. - não conseguiu encontrar melhor resposta.&lt;br /&gt;- Podias não ter vindo. Sabes que não me ia importar.&lt;br /&gt;Ele encolheu os ombros.&lt;br /&gt;- Porque vieste? - voltou a perguntar.&lt;br /&gt;- Eu preocupo-me contigo, Estrela!&lt;br /&gt;- Estrela... Pergunto-me porque será que me puseram esse nome...&lt;br /&gt;Não tirava os olhos de mel do mar. Ainda não tinha olhado para ele desde que chegara e se sentara na areia com ela.&lt;br /&gt;- Porque és linda e brilhas, como uma estrela! - foi a única coisa que conseguiu arranjar para dizer. Não sabia porque ficava sem palavras sempre ela lhe falava assim.&lt;br /&gt;Estrela enfrentou-o.&lt;br /&gt;- Sou linda aos teus olhos? - o brilho dos olhos dela entrava por ele adentro, causando-lhe uma ligeira tontura.&lt;br /&gt;- És linda aos olhos e ao coração. - respondeu, tentando aguentar a intensidade que emanava das pupilas dela.&lt;br /&gt;Ela desviou o olhar, - o que foi um alívio para ele-, sorrindo tristemente.&lt;br /&gt;- Mas o meu brilho não é suficiente. - fitou de novo o mar, e o sol como um disco cor-de-laranja.&lt;br /&gt;-Desculpa, mas não te posso...&lt;br /&gt;- Shh...! Ouve o mar... As ondas rebentando suavemente. Parecem fogo líquido com o sol a pôr-se.&lt;br /&gt;Ele olhou e ouviu. estava como todos os dias.&lt;br /&gt;- Porque é que tens que procurar significados no que é apenas água e sol?&lt;br /&gt;- Para poder dar sentido a mim própria.&lt;br /&gt;- Mas tu tens sentido!&lt;br /&gt;- Não sem... - deteve-se, a voz parecia vacilar, os olhos ganhando um brilho aquoso - Nã0, não tenho.&lt;br /&gt;Ele enfiou a cabeça entre os joelhos. Não sabia o que pensar. Era a última pessoa que queria ver sofrer e a primeira que tinha atingido. Recusou-se a olhar para ela quando ela disse:&lt;br /&gt;- Queria ser como ele. Beijar a areia, aquecer-me ao sol, murmurar palavras de maresia. Ondular e desfazer-me em espuma salgada na costa.&lt;br /&gt;Ficou algum tempo de cabeça entre os joelhos, num turbilhão de pensamentos sem nexo, as palavras dela ecoando na sua cabeça.&lt;br /&gt;Quando finalmente a levantou, Estrela estava à beira-mar, despindo o vestido, que esvoaçou ao vento. A sua perfeita silhueta recortava-se contra o sol crepuscular, os cabelos ondulantes dançando no ar, qual algas flutuando em água salgada. Já não se via ninguém na praia para além deles os dois.&lt;br /&gt;Ele levantou-se e aproximou-se dela. O vento trazia-lhe o seu cheiro doce, ambígua mistura de mel e jasmim, um tanto ou quanto perturbador.&lt;br /&gt;Observou cada traço. Percebeu que não tinha mais nada a fazer ali. Virou-se e foi embora, ouvindo o mergulho longínquo de uma estrela no mar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-116302568967386319?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/116302568967386319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=116302568967386319' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116302568967386319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116302568967386319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/11/sem-ttulo.html' title='Sem Título'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-116264643650464620</id><published>2006-11-04T13:08:00.000Z</published><updated>2006-11-04T13:21:00.916Z</updated><title type='text'>Tributo ao Inverno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvem-se os pingos da chuva, do lado de lá da janela, alguém foge deles, como quem foge da purga. Nestes dias tristonhos em que o dia é como a noite. Não deixa o sol passar as nuvens, espessas e choronas.&lt;br /&gt;É frio estar sem ti, Inverno, que és ainda assim frio, mas mais quente que o nada. Mais ainda, a terra molhada, com o seu cheiro único, simples, cheiro de terra molhada.&lt;br /&gt;Tem tudo isto algo de sagrado e superior, quanto mais não seja por ser natural, tão natural que estranha. Espanta. Deslumbra.&lt;br /&gt;Oh! Inverno... Tão belo, branco ou cinzento, nunca preto, pois preto é o nada e tu és mais quente que o nada, E, ainda assim, frio.&lt;br /&gt;Vem a mim, frieza molhada, que me aqueces dizendo que tudo é um ciclo: não começa, não acaba, não vive nem morre, apenas é. E não vivendo nem morrendo, cria vida e floresce morte.&lt;br /&gt;Ama o Mundo, criação genuína e suprema, que és tu mesmo, Homem, alma e carne. E sente cada gota de chuva tocar a tua face, singular nota de uma música, cinzenta ou branca, bela e quente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-116264643650464620?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/116264643650464620/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=116264643650464620' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116264643650464620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116264643650464620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/11/tributo-ao-inverno.html' title='Tributo ao Inverno'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-116259464046903166</id><published>2006-11-03T22:39:00.000Z</published><updated>2006-11-04T11:50:04.786Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O leve calor da tua respiração como uma doce brisa roçando o meu rosto. trémulos sons de suave cor-de-rosa dançando entre nós, algo lindo...! Ah... É tão bom estar assim contigo, sentir que estás aí, quente, ao meu lado. E ouvir o silêncio cantando timidamente, baixinho, melodias de todo o tempo.&lt;br /&gt;Olhar os teus olhos é mergulhar num oceano de sentimentos, turbilhando, ardentes, afastando a espuma das ondas, deixando ver o fundo aquoso, uma arca de um tesouro tão belo que ofusca. Tão belo como não há.&lt;br /&gt;Pequenos toques são como mil beijos, sussurando palavras que não se ouvem, apenas se sentem. Proteges-me, oh! meu doce casulo, não me deixes cair... sou tua.&lt;br /&gt;Ninguém me acorde deste sonho, me arranque o mais lindo que encontrei e tenho. Ninguém. Quero ficar acolhida nos teus braços de anjo. E sentir a chuva purificar o meu ser. Velas luzindo, inseguras se ardem ou apagam. E pedindo que me olhes, me vejas, me sintas, me cheires... me ames. Assim como eu te olho, vejo, sinto, cheiro e amo.&lt;br /&gt;Porque, se observar mais atentamente, reparo que tu não estás lá. O lindo não há. O amor perdeu-se. O vazio domina. E eu sempre estive sozinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-116259464046903166?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/116259464046903166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=116259464046903166' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116259464046903166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116259464046903166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/11/o-leve-calor-da-tua-respirao-como-uma.html' title=''/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-116127479405624147</id><published>2006-10-19T17:18:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T22:41:10.690+01:00</updated><title type='text'>O Luar lá fora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É engraçado quando tudo acaba, só restam as lágrimas, o rancor, a tristeza e os uivos dos lobos para o luar, tão lindo lá fora. Mas já que tudo acabou, para quê olhar para o luar lá fora? Será quando perdemos tudo que vamos dar valor às coisas mais bonitas e simples da vida: o verde das folhas ao sol, o cheiro intenso, suave, do mar a bater nos pés, talvez o cantar dum pássaro, o rio a correr alegremente (desprezando a nossa desgraça pessoal, quem ele pensa que é?), o luar lá fora! Mas não, nós somos muito mais importantes e o nosso mal é muito maior que toda a alegria e toda a vida do mundo. Nada faz sentido. Concentramo-nos na nossa própria dor, corroemo-nos quase como masoquistas, chorando, berrando, assoando o pobre triste nariz.&lt;br /&gt;Nada que acabe realmente é suposto prevalecer, ou então teria prevalecido. Se é para continuar, não acabou, continuará com certeza noutra altura, mais propícia à continuação. Não que esteja a dizer que estamos confinados ao Destino e dele não podemos fugir, nada disso! Só que o que é nosso é para nós e ninguém nos tira, o que já era nosso antes de o sabermos.&lt;br /&gt;Mas quem é que pensa numa coisa destas quando tudo acaba? Só nos apetece juntarmo-nos aos lobos que uivam, uivando em uníssono para o luar: uivo de tristeza e melancolia, de mais umas tantas coisas parecidas. Esperamos que o luar chore as nossas mágoas, solidário com a miséria do ser.&lt;br /&gt;E se, à janela, nos víssemos chorando e uivando com seres sem razão, praguejando a traiçoeira pêga, que é a vida, banhados pelo mesmo luar, quase ele mesmo lamentando a nossa sorte?&lt;br /&gt;Ridículo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-116127479405624147?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/116127479405624147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=116127479405624147' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116127479405624147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116127479405624147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/10/o-luar-l-fora.html' title='O Luar lá fora'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-116040968784071262</id><published>2006-10-09T16:41:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T22:40:51.236+01:00</updated><title type='text'>Lamento nocturno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É à noite... Quando estou já deitada e tento chamar o sono. E não conigo evitar, às vezes, pensar... e lembrar... Voltar tudo atrás no tempo, voltar a viver tudo.&lt;br /&gt;Esforço-me tanto para poder ouvir a tua voz, sentir o teu cheiro, sentir o calor do teu toque outra vez...! Mas porquê...?! Porque é que eu não me consigo lembrar de tudo isso?!  Só me resta uma imagem difusa, distorcida pelo tempo. Algumas recordações... Porque é que foste embora? Porque é que não podes voltar? Porquê??...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;As lágrimas correm impiedosamente pela minha cara, a respiração descontrola-se: Não é justo!! Vem para mim! Mostra-te! Fala comigo!!!&lt;br /&gt;Nada me responde, excepto a escuridão que se torna mais negra que o próprio breu.&lt;br /&gt;Quase te consigo ver ali, à frente dos meus olhos, a tomar forma, a sorrir para mim e a dizer que vai ficar tudo bem... Quase posso sentir o teu abraço, a acalmar-me. Talvez a dizer que te orgulhas de quem sou.&lt;br /&gt;Mas, de repente, já não estás aqui! Partiste outra vez! Deixaste-me de novo...! Compulsivamente a chorar...!!!&lt;br /&gt;E eu queria ter ido em vez de ires tu! E queria poder dizer-te tudo o que não disse! Dizer-te que te amo e que tenho saudades tuas...! Que a mágoa é tanta e a revolta imensa...! E, mesmo sabendo que não há volta a dar, poder pedir-te para voltares!!! Ah... Porquê...? Porquê...&lt;br /&gt;Sei que nunca te vou voltar a ver, nunca te vou poder apertar contra mim. E não consigo ultrapassar... Não consigo...&lt;br /&gt;Desculpa... Perdoa-me por não te deixar ir... Eu não consigo... Não consigo...&lt;br /&gt;Por entre as lágrimas e os soluços o meu coração abre-se para que a minha alma GRITE.&lt;br /&gt;Grita alma, até a sombra engolir todo o desespero. Até que eu adormeça, sussurrando o seu nome...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-116040968784071262?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/116040968784071262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=116040968784071262' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116040968784071262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/116040968784071262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/10/lamento-nocturno.html' title='Lamento nocturno'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-115936998076116831</id><published>2006-09-27T15:53:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T22:40:23.013+01:00</updated><title type='text'>O Tudo torna-se Nada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois sentados na esplanada do café. Ela bebe limonada, ele coca-cola. Estão em silêncio, cada um olha para uma direcção, bebericando levemente, ora a limonada, ora a cola.&lt;br /&gt;  - Ontem sonhei que me matavam...&lt;br /&gt;Ele estremece. - Não digas isso.&lt;br /&gt;  - ... e que, de alguma forma, eu morria... mas não morria!&lt;br /&gt;Ficam calados. Não se olham.&lt;br /&gt;  - Tu querias-me tanto que eu fiquei, mesmo mutilada... Para estar contigo...&lt;br /&gt;Ele parece incomodado. Olha-a de relance, mas logo desvia o olhar.&lt;br /&gt;  - Quem te matou? - pergunta.&lt;br /&gt;  - Ela. - parece bastante calma, mas ele sabe que ela está a ferver por dentro. Conhece-a demasiado bem.&lt;br /&gt;  - Quem é ela?&lt;br /&gt;  - Não sei. É simplesmente... ela.&lt;br /&gt;Nem vale a pena contestar. Mais uma pausa.&lt;br /&gt;  - Foi como se tudo ficasse perfeito! Nunca me senti tão plena...! Quem diria que é preciso morrer para sentir aquilo...&lt;br /&gt;  - É estranho. - toma um gole da sua coca-cola. Já não tem gás nenhum.&lt;br /&gt;  - Ela quis  magoar-me, quis matar-me outra vez - ele fixa os olhos dela - mas tu olhavas-me como agora... E eu sabia que ela não me podia fazer mal... De qualquer forma, eu estava morta. E tu amavas-me...&lt;br /&gt;  - Amava. - desvia de novo o olhar.&lt;br /&gt;  - Tu querias-me!&lt;br /&gt;Os olhos procuram algo distante quando diz:&lt;br /&gt;  - Queria.&lt;br /&gt;Voltam a bebericar da coca-cola sem gás, ou da limonada já quente. Só se ouve o burburinho das pessoas da esplanada. O que vêem no que olham, nem eles sabem.&lt;br /&gt;Levantam-se. Pagam.&lt;br /&gt;  - Foi bom estar contigo esta tarde.&lt;br /&gt;  - Foi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-115936998076116831?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/115936998076116831/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=115936998076116831' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/115936998076116831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/115936998076116831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/09/o-tudo-torna-se-nada.html' title='O Tudo torna-se Nada'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34907593.post-115902955061822303</id><published>2006-09-23T17:33:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T22:39:57.730+01:00</updated><title type='text'>O Blog renasce</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aQuero desde já pedir desculpa a todos os que se dão ao trabalho de vir ler o meu Blog.&lt;br /&gt;Por algum motivo que me ultrapassa, o meu Blog f0i apagado e com ele foram todos os meus textos e comentários... De qualquer forma, os textos tínha-os no papel, ou no bloco de notas, devidamente guardados. Não posso devolver ao Blog toda a carga que ele já tinha, tudo o que escrevi, pois isso daria imenso trabalho e nenhum dos textos iria ter a atenção devida.&lt;br /&gt;Daí, criei outra vez o Blog, com o mesmo aspecto, a mesma essência, só algumas modificações de pormenores que quem reparava talvez note agora também. Começo do zero, logo neste primeiro dia dos meus 17 anos.&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34907593-115902955061822303?l=j0an4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://j0an4.blogspot.com/feeds/115902955061822303/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34907593&amp;postID=115902955061822303' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/115902955061822303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34907593/posts/default/115902955061822303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://j0an4.blogspot.com/2006/09/o-blog-renasce.html' title='O Blog renasce'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592674339724219723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
